PT: 32 anos de vida

Há 32 anos, em 10 de fevereiro de 1980, nascia o PT, fruto da confluência entre organizações de esquerda que lutaram contra a ditadura militar, militantes do novo sindicalismo e agentes das comunidades eclesiais de base, aos quais somaram-se representantes dos trabalhadores rurais. Esse foi o acontecimento político mais marcante da história recente do Brasil. O PT oxigenou a política brasileira e deu voz institucional aos movimentos sociais. A contribuição do modo petista de fazer política, alicerçada em uma clara base programática de combate às desigualdades sociais e regionais, foi e continua a ser importante para evitar retrocessos que ameacem o Estado Democrático de Direito.

Internamente, o PT sempre teve intensa vida partidária, debatendo ideias, disputando rumos, construindo consensos entre seus membros ativos (muitos, perfilados em “tendências”). Ao ocupar espaços na institucionalidade, qualificou as relações no âmbito do Legislativo. Ao dirigir o Executivo, inovou através da criação do Orçamento Participativo, que se tornou uma referência para além de nossas fronteiras, reconhecida internacionalmente por introduzir a transparência na escolha de prioridades e na aplicação dos recursos do Erário. Com o OP, a população pode intervir na gestão da cidade, por exemplo. A gestão municipal, antes encaminhada segundo critérios tecnocráticos e autoritários, passou a ser acompanhada pela cidadania de forma direta. Perderam o clientelismo e o fisiologismo, duas antigas doenças da política que minam os ideais republicanos. Ganharam todos os que peleiam pela ética na política.

O Fórum Social Mundial, cujas primeiras edições aconteceram em Porto Alegre, só veio para a Capital gaúcha em função da experiência de democracia participativa desenvolvida pelo PT à frente das Administrações que assumiu. Não quer dizer que o OP seja uma receita de bolo independente da realidade e da cultura local. Cada experimento popular obedece às particularidades do contexto onde transcorre, sem reproduzir-se como uma mera cópia. O importante é que partem de um mesmo princípio, sintetizado na prática da participação popular.

O PT faz bem para o povo nos entes federativos que governa: São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil. Em qualquer dessas esferas vemos a incorporação das demandas do mundo do trabalho na agenda pública, seja do município, do estado ou da nação. A geração de empregos com o fortalecimento de um mercado interno de massas via as ações do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC I e II), combinada com políticas de valorização do salário mínimo e distribuição de renda, não somente elevaram 40 milhões de pessoas dos extratos econômicos D e E para os extratos médios nos últimos anos, como permitem que enfrentemos a crise internacional em curso em melhores condições. O PT cometeu também erros em sua trajetória, é vero. Mas soube corrigi-los, sem abdicar de sua identidade. Parabéns, PT!

 

 

Publicado em 13/02/2012 às 15:49

Ronaldo Zulke, deputado federal

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