Reforma Agrária: uma necessidade para o

desenvolvimento

A Reforma Agrária continua sendo um dos principais meios para desenvolver nosso país. O processo permite a distribuição de renda e riqueza, democratiza a terra e gera empregos diretos, produção de alimentos e moradia. Portanto, urge buscarmos resoluções para o problema agrário e oportunidades que propiciem o direito ao trabalho no campo.

O atual modelo tecnológico agrícola imposto ao Brasil, baseado no interesse das grandes empresas, onde o agronegócio mantém a regra de produzir para exportar, justifica a necessidade imediata de uma plataforma política que fortaleça a reforma agrária para distribuição de terras e aumento da produção. Para determos o êxodo rural, que ainda marcha no país, são necessárias políticas em favor do conjunto da nacionalidade que garantam a sustentabilidade da produção agroecológica e permanência dos agricultores e agricultoras na terra com melhores condições de vida.

Durante o recesso parlamentar, no mês de julho, estive em diversos assentamentos do RS para um levantamento das condições dos assentados da reforma agrária. Entre os principais problemas constatados destaco a falta de infraestrutura para redes de água potável e irrigação, problemas em estradas, diversificação da produção e endividamento agrícola. Devido às características de algumas regiões é necessária atenção especial do Estado para que a sustentabilidade não seja colocada em risco pela miséria e falta de infraestrutura.

Os governos têm importante papel de impedir as desigualdades regionais e sociais resultante da concentração da riqueza, principalmente a gerada pela desproporção do agronegócio, que trata a terra simplesmente como mercadoria, e não como questão social.

O Brasil tem condições de ser um país com soberania alimentar mundial. Para isso, precisamos potencializar a agricultura familiar, um setor econômico essencial e estratégico para a produção de alimentos. São os pequenos agricultores que respondem por até 70% da produção que integra a cesta-básica, superando assim o agronegócio.

A reforma agrária precisa de um olhar sem preconceito para que o Brasil, rural e urbano, tenha mais cidadania e igualdade. A inclusão social só é possivel quando temos mobilização da sociedade como um todo e de organizações populares do campo e da cidade, a exemplo dos movimentos da Via Campesina.

Se os ricos não querem partilhar as riquezas, o Estado precisa exercer sua função social e garantir os princípios de igualdade e democratização da propriedade.

 

 

Publicado em 12/09/2011 às 17:27

Edegar Pretto

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